Algumas dessas coisas foram inspiradas numas paradas reais.
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Mais ou menos assim começa o filme do Spike Lee que quando acabou me fez querer ter nascido negra, porque ser branca me pareceu bem insosso.
Black Power ou White Power,o que lhes parece mais politicamente correto?
Para mim é como dizer que feminismo é a antítese do machismo.Uma puta falta de caráter.
Refleti tanto depois desse filme que não consigo nem esquematizar meus pensamentos sobre ele.Talvez seja porque depois do cinema cometi a extravagância de beber 4 ou 5 cervejas com os amigos.
Aí que conhecemos o Ricardo,vendedor de doces, negro,escritor e homossexual. Pareceria mentira se não fosse verdade mas o Ricardo além de balas de goma e paçoca vendia conhecimento em filosofia e semiótica. Já tinha lido Hemingway e Nietzsche e seu vocabulário era bem rebuscado para quem mora no Dona Marta.
Black Power !!
Voltando ao filme penso que ele caiu muito bem para o momento histórico que vivemos no Brasil (e no mundo) e talvez por isso alguém tenha gritado no final da sessão “Fora Bolsonazi” substituindo o icônico “Fora Temer”,de que aliás agora até sentimos saudade.
O fato é que uma festa soul de brancos nunca será como uma festa soul de negros mas creio que sim, os brancos podem e devem se arriscar e fazer rap (ninguém garante a excelência)
Mas tudo isso a gente já sabe e sabemos inclusive que não é isso que importa, mas sim "o ódio que você semeia", outro filme que parece interessante e estréia agora em dezembro,talvez pegando carona no filme do Spike Lee,mas que provavelmente nunca conseguirá alcançá-lo.
Faça a coisa certa e assista Blakkklansman
Inclusive você eleitor do Bolsonaro, e me diga o que achou usando argumentos históricos e reais tão bons como os do diretor.
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