Se você procurar no google vai achar vários guias de onde encontrar celebridades em Los Angeles,
mas para mim hoje algumas delas estavam ao alcance aqui no Rio de Janeiro,mais precisamente no Circo Voador.
Não tem como consubstanciar a emoção de ver meus sonhos juvenis de MTV sendo protagonizados ao vivo por Jennifer Finch e Donita Sparks,minhas estrelas do L7.
A casa começou a dar sinais de que viria abaixo com a Lâmmia, banda responsável por me botar pra dentro da parada.
Com uma performance corporal doce e feminina, a voz da vocalista Carmen soava paradoxalmente agressiva e provocante junto ao som pesado da banda, e anunciava na alma dos desavisados o que estava por vir.
E o que estava por vir (além da segunda banda que confesso,não saquei porra nenhuma) eram jovens senhoras que em nada se pareciam com senhoras e sim com intrépidas moças rebeldes e articuladas.
Com uma postura desenvolta e rock'n roll pareciam ter 20 e poucos anos e não os 50 e blau que devem ter.
A galera achou cafona a bandeira do Brasil com simbolo do L7 no lugar aonde deveria estar nosso famigerado "ordem e progresso" mas eu,sinceramente, amei.
A bandeira do Brasil, retratada na pintura "A Pátria" em 1909 por Pedro Bruno,representava (com sua luz intensa e iconografia complexa) a esperança na República.Seria um tempo novo,novas possibilidades.
Em 84 a galera grunge não sabia bem o que fazia ou que tempos estranhos estavam por vir.
A Subpop agregou todo mundo:Jesus and Mary Chain,L7,Soundgarden,Nirvana.
A estética era desleixada e irreverente mas mesmo assim tornou-se comercialmente bem sucedida e por menos (ou mais) que eu me importe com a Historia,ver o L7 hoje no Circo (assim como vi o Mudhoney em 2001 no Ballroom) foi emocionante.
Pulei tanto em Everglade e Pretend we're dead que acho que vou pôr os pés na salmora...E vocês bolsominions,ponham as barbas de molho porque os simbolos nacionais ainda representam nossa liberdade e traduzem,às vezes,nosso bom e velho espírito anárquico e transgressor.
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